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Yduqs e Afya anunciam fusão transformacional para elevar o padrão da educação e da saúde no Brasil

Quando aprovada, a companhia combinada reunirá cerca de 1,6 milhão de estudantes, 176 campi e cerca de 38 mil alunos de medicina, com o propósito de liderar pela qualidade e pela inovação.

A combinação de negócios reúne duas organizações muito complementares, que buscam mais qualidade, mais inovação e mais oportunidades para alunos, médicos e para o país. Concluída a operação, a nova companhia terá cerca de 1,6 milhão de estudantes e receita combinada da ordem de R$ 9,4 bilhões. A operação depende de aprovações, entre elas a do CADE, e as empresas seguem independentes até a conclusão; para os estudantes, nada muda no curto prazo.

Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2026 – A Yduqs e a Afya formalizaram hoje acordo para a combinação de negócios que une duas companhias de destaque no setor e que compartilham a visão de educação de qualidade e ao longo de toda a vida profissional para a transformação qualitativa da sociedade. Quando aprovada, a companhia combinada, com cerca de 1,6 milhão de estudantes — sendo 926 mil em cursos de graduação —, terá perfil resiliente, de alta rentabilidade, forte geração de caixa e capacidade de aceleração da inovação para o ensino superior brasileiro. 

Em termos operacionais, a combinação dos grupos resultaria em 176 campi, com presença em 26 estados e mais de 1.500 cidades. As duas operações possuem bases geográficas bastante complementares, com baixa sobreposição de unidades, que ocorre sobretudo em cursos de captação nacional, e não no recrutamento local de cada instituição.

Considerando os doze meses encerrados em junho de 2026 (LTM), a companhia combinada teria receita líquida da ordem de R$ 9,4 bilhões, EBITDA ajustado de cerca de R$ 3,6 bilhões e lucro líquido ajustado de R$ 1,3 bilhão. O segmento premium, com Medicina e Ibmec, responderia por 55% da ROL e por cerca de dois terços do EBITDA da companhia combinada. Cerca de 45% da ROL viria de cursos de graduação em Medicina. Essa fortaleza, somada aos segmentos de ensino híbrido e digital, resultaria em um portfólio de alta resiliência, forte geração de caixa e uma capacidade ampliada de investir em qualidade, tecnologia e inovação. A alavancagem pró-forma é de aproximadamente 1,2x dívida líquida/EBITDA ajustado (pré-IFRS 16).

O ecossistema completo em medicina

Na medicina, a nova companhia nasce como uma das maiores plataformas de formação e prática médica: cerca de 38 mil alunos de graduação na Medicina, quase 5,9 mil vagas autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), cerca de 56 mil médicos em pós-graduação, especialização e provas de título, e aproximadamente 300 mil médicos e estudantes usuários de soluções digitais. Ainda assim, o mercado de educação médica no Brasil permanece pulverizado: mesmo combinadas, as operações representam cerca de 12% das vagas de medicina do país — que somam mais de 50 mil ao ano, e que são reguladas pelo governo.

A combinação amplia o acesso a um ecossistema completo para a carreira médica — da graduação à residência, da educação continuada à prática —, com mais campos de prática em contato com a realidade de comunidades por todo o país, mais pesquisa e mais oportunidades de intercâmbio, além de centros de simulação acreditados internacionalmente e cuidado ampliado com o bem-estar dos estudantes. As escolas de medicina cumprem, ainda, um papel social relevante: em 2025, as duas operações prestaram quase 1 milhão de atendimentos médicos gratuitos à população, além de atuação decisiva na formação de médicos para as regiões que mais precisam, apoio ao SUS e hubs de fomento ao empreendedorismo e ao desenvolvimento local. Esse impacto social poderá ser ampliado e complementado pelas plataformas do Instituto Yduqs, que agora poderá alcançar mais cidades brasileiras.

Com mais capacidade de investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação — incluindo tecnologia e inteligência artificial aplicadas ao ensino (já com mais de 400 casos em produção) —, a nova organização quer abrir um novo ciclo de inovação na educação brasileira e ampliar a projeção do país no cenário internacional. A aspiração é de liderança pela qualidade. As duas organizações reúnem, ainda, credenciais de sustentabilidade de referência e padrão internacional de governança e compliance. 

Estrutura, governança e liderança

A operação é uma fusão das operações de Yduqs e Afya com base em uma relação de troca de ações. Uma vez aprovada nas diversas instâncias — acionistas de ambas as companhias, setor educacional e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) —, os acionistas da Afya passam a deter 69% do capital social emitido e em circulação da nova companhia, e os acionistas da YDUQS, 31%. 

Controladora da Afya, a alemã Bertelsmann SE & Co. KGaA mantém-se como acionista majoritária da companhia combinada, com 47%. Família Esteves, que fundou a Afya, fica com 8%, enquanto Advent e a Família Zaher — os dois acionistas de referência da YDUQS — passam a ter 5%, respectivamente. O Conselho terá maioria de membros indicados pela Bertelsmann, uma cadeira para cada uma das Famílias Esteves e Zaher e para a Advent, além dos conselheiros independentes, conforme as regras do segmento de Novo Mercado da B3 (mínimo de 20%).

Com a aprovação da fusão, a Afya será incorporada pela YDUQS, e os acionistas da Afya receberão ações da YDUQS, que permanecerá como o veículo listado na B3. 

Na liderança executiva, após o fechamento da operação, Virgilio Gibbon, CEO da Afya, assumirá a posição de CEO da companhia combinada; e Rossano Marques, CEO da Yduqs, assumirá a posição de Presidente de Ensino Superior ex-Medicina da companhia combinada. Na governança projetada para a companhia combinada, Kay Krafft, CEO da Bertelsmann Education, irá atuar como presidente do Conselho de Administração.

Processo e próximos passos

Após a formalização na data de hoje, as duas empresas seguirão um cronograma que inclui aprovação dos acionistas de ambas as companhias, validações regulatórias antitruste e do setor educacional e as demais condições usuais. A expectativa é de que a conclusão (closing) da operação aconteça em até 12 meses. Até a conclusão, Yduqs e Afya permanecem organizações independentes, e nada muda na rotina de alunos, docentes e colaboradores.

Todas as informações detalhadas sobre a operação encontram-se nas apresentações oficiais e no Fato Relevante divulgados ao mercado.